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Um minuto em silêncio

Em meio à correria do dia a dia, muitas lições passam despercebidas. Neste artigo, compartilho uma lembrança simples da infância para refletir sobre o valor da observação, do cuidado e da paciência. Assim como uma pequena semente precisa ser cultivada para crescer, nós também desenvolvemos nossa força interior por meio das atitudes que alimentamos diariamente.

Colagem com broto germinando, muda sendo regada, formiga carregando uma folha, caminho entre árvores e caderno com reflexão sobre a importância dos pequenos detalhes.
Pequenos detalhes, quando observados e cultivados, podem se transformar em aprendizados e grandes realizações.

Se fizermos abstração do mundo, em uma oportunidade que o tempo nos ofereça, se estivermos aptos, e tivermos “senso de maturidade”, podemos avaliar quanto aprendizado a suposta rotina nos oportuniza.

Me recordo com muita nitidez, com riqueza de detalhes, quando no primeiro ano escolar, fizemos a experiência do grão de feijão enrolado em um chumaço de algodão umedecido.

Fiquei maravilhada, ao ver “nascer” em um “berço” de algodão, a possibilidade de uma grande plantação e farta colheita. Foi nesta oportunidade, que aprendi o que significa cultivar.

Se o pequenino grão não estivesse sendo cuidado, com água e nutrientes, não teria continuidade, e logo ali, acabaria uma possível produção.

Um grão de feijão, poderia magicamente se estender, se juntar a outros brotos, que surgiriam através do cuidado, do cultivo. Para sucesso, seriam necessários cuidados diários, tais como: remover quaisquer elementos que provavelmente frustrariam a colheita, que se originaria de pequenos pontos dispersos, que, guiados pelas diretrizes da ciência, poderiam alimentar milhares de indivíduos.

Perdemos valiosas lições, por não estarmos aptos a contemplar, a observar.

Alguém já propôs uma “equação” para estimar qual o peso e tamanho de uma minúscula folha, que uma formiga com tamanho, peso e força determinados, seria capaz de transportar de um ponto ao outro?

Acredito que estamos vivendo na “Era do Inverso”.

Não se trata de uma visão filosófica.

É realidade concreta.

Este tempo, é quando partimos do “máximo” para o “mínimo”.

Este será o caminho da humanidade no futuro.

É quando tomamos consciência da importância de diminutos detalhes que se conectam para a formação do “todo”.

Para termos um parâmetro, podemos avaliar questões que “passam” sem percebermos, como: temos ainda vagas noções de cores, tonalidades, de níveis sonoros, de dimensões, de capacidades vibratórias, e principalmente, desprezível compreensão, da força da unidade movida pela imensa força da vontade determinada, e metaforicamente, cultivada.

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